LOVE is all that we can't leave behind


Seja 8 ou 80”. Tanto faz. Só não fique entre os dois. Não tenha dúvidas. Seja um, seja outro, nunca os dois. Termine algo, ou comece com intenção de não parar. Pegue para não soltar, ou solte de uma vez. Fique distante, ou se aproxime logo, sem manias, sem frescuras. Não tenta ser o que não é. Fantasias são legais, mas acabam. Não é legal cair em um abísmo, só se você quiser. Mesmo que te sufoque, seja 8, 80, nada de números ímpares. Faça os minutos ficarem mais interessantes, assim você dá valor neles, e passa a ser mais rápido. Nada de querer ser igual aos outros. Vá em busca de um mundo melhor. Ou não. Que se exploda. Erre, mas erre com intenção e certeza. É isso o que você quer? Sim ou não? Nada de perguntas. 8 ou 80, lembra? Então. Quando você quer, você quer e pronto. Se algo te impedir, atropela, quebra, se livra, mas segue em frente.



Na minha vida teve aquele momento em que, eu passei a sentir falta, muita falta. Implorei pra que tudo voltasse a ser como era antes. Joelhos ralados, barriga cheia, raspar o prato era a única preocupação. Senti falta do que já foi e não volta, principalmente de mim mesmo. Eu, isso mesmo. Era uma pessoa feliz, era sim. Se preocupava com as pessoas, dava amor, cuidava e recebia o mesmo em troca. Até quebrarem o meu coração… Desde então mudei muito. Passei a desconfiar de tudo o que me diziam, de todos. Me tornei uma pessoa fria, mas apenas por fora. Um tipo de proteção, sabe? Defesa, alias. Pois lá dentro, continua tudo igual. Virei aquela pessoa, grossa e calculista, um ser humano lixo. Comecei a pensar mais em mim mesmo, me fechei completamente. Por um lado é até bom, menas decepções, mas existe as desvantagens nisso tudo, não acredito mais em absolutamente nada, por mentirem pra mim, todas as verdades passaram a ser duvidosas. E isso não é muito bom, por que perdi pessoas que realmente eram verdadeiras, que estavam dispostas a cuidar de mim, de verdade; mas por não entender esse jeito, fechado, frio… Foram embora, eu perdi, deixei escapar por causa de tudo o que já me aconteceu, mas é inevitável isso. Digo, isso que me tornei agora não consigo mudar, esse sou eu. Não queria ter me tornado isso, mas tornei. Não consigo mudar, então me entender não é uma tarefa fácil, alias. É difícil, muito difícil. Complicado demais. Por isso se me encontrar, tenta me entender e não desista de mim na primeira oportunidade, ando precisando de quem me faça sorrir, não que me faça mudar -pois não dá pra simplesmente voltar a ser como era antes,esse é o agora- mas que me faça feliz.


Anota aí para seu futuro: desapegar das pessoas, se importar menos, não se abalar por nada nem ninguém. Correr atrás daquilo que faça seu coração vibrar, ficar perto de quem te quer bem. Correr atrás dos seus sonhos, se amar mais. Esquecer tudo aquilo que te faça mal.

Caio Fernando Abreu  (via d-epoisdachuva)

(Source: alcooltecimentos)

Via Shake It Out .

itsburied:

Daqui para frente tudo será diferente. Eu sinto a mudança tomando conta de todo o meu ser. Ser alguém novo para viver uma vida nova. Mudar meus hábitos, mudar a trilha sonora dos meus passos. Esquecer o que já não volta mais, não esperar tanto do futuro, viver o hoje como se não houvesse amanhã. Definitivamente, trancar o baú de más lembranças e decepções, jogar a chave fora, reinventar. Sair por aí, não passar mais tanto tempo no velho comodo de quatro paredes de sempre. Sem amarras, sem promessas, sem ter que me preocupar com alguém que não se preocupa comigo. Não, não quero mais preocupações comigo, resolvi deixar-me livre. Quero arriscar, quebrar a cara, levantar, continuar, aprender, vencer. Não quero mais essa solidão. Quero sentir o vento passar pelo meu rosto arrancando cada partícula do ontem. Recomeçar, inovar, surpreender; essas são as três únicas palavras que ousarei em dizer para alguém de agora em diante. 

(Source: onlyasolitary)




O que mais dói é pensar nas impossibilidades e se afogar nas mágoas junto á elas. 





(Source: cresci)


Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.

Antoine de Saint-Exupéry (via camelia-rosada) Via Carrosséis

Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje. Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus. Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim.

Charles Chaplin

Apaixone-se por alguém que te curte, que te espere, que te compreenda mesmo na loucura; por alguém que te ajude, que te guie, que seja teu apoio, tua esperança. Apaixone-se por alguém que volte para conversar com você depois de uma briga, depois do desencontro, por alguém que caminhe junto a ti, que seja teu companheiro. Apaixone-se por alguém que sente sua falta e que queira estar com você. Não apaixone-se apenas por um corpo ou por um rosto; ou pela idéia de estar apaixonado.

–  - Tati Bernardi

“Não sou boa com números. Com frases-feitas. E com morais de história. Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável. Almejo o quase impossível. Meu coração é livre, mesmo amando tanto. Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme. Quer um bom desafio? Experimente gostar de mim. Não sou fácil. Não coleciono inimigos. Quase nunca estou pra ninguém. Mudo de humor conforme a lua. Me irrito fácil. Me desinteresso à toa. Tenho o desassossego dentro da bolsa. E um par de asas que nunca deixo”.Fernanda Mello

“Não sou boa com números. Com frases-feitas. E com morais de história. Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável. Almejo o quase impossível. Meu coração é livre, mesmo amando tanto. Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme. Quer um bom desafio? Experimente gostar de mim. Não sou fácil. Não coleciono inimigos. Quase nunca estou pra ninguém. Mudo de humor conforme a lua. Me irrito fácil. Me desinteresso à toa. Tenho o desassossego dentro da bolsa. E um par de asas que nunca deixo”.



Fernanda Mello


Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade. Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. […] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.

Clarice Lispector

…Estou em plena luta… Mas olhe para todos ao seu redor e veja o que temos feito de nós e a isso considerado vitória nossa de cada dia. Não temos amado, acima de todas as coisas. Não temos aceito o que não se entende porque não queremos passar por tolos. Temos amontoado coisas e seguranças por não termos um ao outro… Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo…. Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer ” pelo menos não fui tolo” e assim não ficarmos perplexos antes se apagar a luz. Mas eu escapei disso , escapei com a ferocidade com que se escapa da peste e esperarei até você também estar mais pronto.

***Clarice Lispector

É preciso cuidado com o arisco, senão ele foge. É preciso aprender a se movimentar dentro do silêncio e do tempo. Cuidado com as ilusões, mocinha, profundas e enganosas feito o mar. E outra coisa – não se esforce. Pelo menos, não tanto. Não fique ai remando contra a maré, dando murro em ponta de faca. Veja – se não fora pra ser, não vai ser. Acredite em mim. Coisa boba essa sua tentativa de ir além. E olhe, eu não estou pedindo pra você desistir não, não é isso. Eu só quero que você pense mais… que tenha argumentos melhores. Mas pensando bem… não faz diferença se você vem amanhã ou não vem. É, desisti de esperar por alguém cuja ausência me faz companhia. Às vezes, quando ainda valia a pena, eu ficava horas pensando que podia voltar tudo a ser como antes. Quero mudar minha vida. Tenho 19 anos, é tempo de fazer alguma coisa. Talvez eu tenha medo demais, e isso chama-se covardia. Fico me perdendo em páginas de diários, em pensamentos e temores, e o tempo vai passando. Covardia é uma palavra feia. Receio de enfrentar a vida cara a cara. Descobri que não me busco ou, se me busco, é sem vontade nenhuma. Fuga, o tempo todo fuga, intercalada por períodos de reconhecimento. Suavizada às vezes, mas sempre fuga. Ela explicava, sorrindo: — Não, gurizinho. Quando a gente gosta mesmo duma pessoa, a gente faz essas coisas. Viro outra vez aquilo que sou todo dia: fechada, sozinha, perdida no meu quarto, longe da roda e de tudo: uma criança assustada.

  • Caio Fernando de Abreu

Porque eu não desejava conversar, pessoas se preocupam demasiadamente e eu não precisava de especulações, conversas enfadonhas e repetir tudo o que estava acontecendo comigo. Não. Eu não quero falar sobre isso. Isso o quê? Se eu tivesse noção do que era… Acontece que esses dias estão tortuosos e eu não desejo levantar-me daqui, a poltrona já adquiriu o formato do meu quadril e a TV me dá o entretenimento necessário para continuar trancafiada aqui. Sossego é o que eu quero. (…) o coração já não bate, esquecera completamente o tal do Tum-tum-tum. Será que o coração bate assim? Há algum tempo que não sei como ele reage, porque os dias estão vazios…

  • CFA

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